segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Minhas considerações sobre o livro: "Grito de guerra da mãe tigre"

Ganhei esse livro de amigo secreto, sugestão minha, queria ler fazia tempo. Terminei ontem...
Tiveram momentos que pensei em como a autora era boa mãe, como era valente enfrentando opiniões diversas e críticas quanto ao seu método de educar e como eu poderia aplicar alguns métodos dela com os meus fihotes. Em outros momentos fiquei pasma, com o choque entre culturas, com a agressividade e a imposição de coisas que poderiam ser mais maleáves.
Fim do livro, fechei e pensei em começar a ler novamente...

Não darei crédito a educação oriental e nem a ocidental, gosto de coisas nas duas formas de educar, e não existe, insisto em dizer sempre, simplesmente não existe método bom para se educar um filho, á exemplo da autora mesma, que com duas filhas, uma se deu bem com o método dela e com a outra foi uma tragédia!

Sei o que é ter dois filhos próximos um do outro, sei o que é ter um irmão que recebe educação diferente da sua... não sei o que dá certo, sei apenas das coisas que quero tentar. Independente de críticas que recebo, de pessoas que me dizem que está errado, o que é certo então?

Educação é um tema complicado, controverso, polêmico e gostoso! Existem opiniões diferentes sobre esse tema em qualquer profissão e em qualquer família.

Sou brava, sou rígida, prefiro assim, meus pais não preferem, me criticam, não gostam do meu método, mas eu gosto, essa é a mãe que eu sou e que eu quero ser. Leio, estudo e me planejo pra isso!
Amy (autora do livro) escolheu o método chinês, ela escolheu, enfrentou muitas críticas pesadas, suas filhas e teve algum sucesso, as próprias filhas admitem isso... Acho que o que Amy fez merece sim nosso respeito e silêncio. Cada mãe decide a forma como pretende educar seus filhos e ninguém tem o direito de julgá-las.
Algumas atitudes de Amy eu não concordo, não tomaria como padrão para minha família, como não dar a criança a chance de escolher nada, não ter individualidade e nem brincar com outras crianças, quanto a isso, prefiro o jeitinho ocidental de respeitar a individualidade da criança e oferecer ambientes lúdicos e com outras crianças, enfim, gosto assim;
Agora, quanto à obediência, respeito e regras, o jeitinho oriental ganha em disparada no meu conceito. Porque pra mim, criança tem que ter regra, tem que ter limites bem definidos e não podem gritar com os pais, nem ofender, nem nada disso! As regras devem ser respeitadas e algumas decisões não cabem as crianças, mas sim aos pais. Isso pode até ser chamado de imposição, pra mim é a linha tênue que define uma criança educada e outra que faz o que quer...
Impor certas coisas, em certas idades é sim crucial.
Hora de dormir, roupa para vestir, alimentação, estudo, coisas assim não são moedas de troca, nem negociáveis, é o que pai e mãe fala e ponto final.

Eu nivelava meus filhos, com o medo terrível de tratá-los de forma diferente e depois crescerem falando que a mãe amava mais um do que o outro, que fazia isso pra um e não pro outro... nisso eu errei! Confesso que essa nivelação é ainda mais danosa que a diferença entre as crianças. Hoje vejo que cada um é de um jeito, e merecem ser tratados com essa diferença sendo levada em consideração.

Gabriel aceita a conversa, espera uma explicação e eu a dou, deixo claro porque ele deve fazer certas coisas, ele faz manha, mas vai, em geral numa boa, é fácil conduzir e tirar ele da manha, demorei pra sacar o jeito do Gabriel, pois ele é orgnizado demais, criterioso demais, me irritava, ele é simplemente diferente de mim, precisei entender e aceitar isso para achar uma forma de lidar com seu jeitinho tão metódico e tão diferente do meu!
Felipe é genioso, não adianta conversa e quando ele surta, eu tento acalmá-lo, quando não dá, eu me igualo, ultrapasso, choco, ele entende e baixa a guarda. Parece uma luta, mas com o Felipe é assim, e ninguém o conhece melhor que eu, e ninguém sabe lidar com ele melhor que eu, somos iguais.

O grito de guerra da mãe tigre é um livro que toda mãe deveria ler. é bom para analisarmos certas atitudes, enxergar métodos diferentes e adotar o que nos parece melhor.


Beijinhos da mamãe tigrinha!

2 comentários:

  1. Li sobre este livro na revista Veja e, confesso, fiquei com muita vontade de ler. Fui criada com rigidez pela minha mãe e isso me fez muito bem, tinha horários e muita disciplina e quero agir assim com meu filhote.
    Bjs!

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    1. Olá! Obrigada pela visita!!!
      Pois é, eu também gosto muito dessa rigidez, pelo menos agora na primeira infância, sou adepta a rotina impecável, imposição de limites, e muito o contrário d que algumas vertentes em educação diz, disciplina e limites dá a criança segurança, mostra que ela pode confiar em você! Ela sabe exatamente o que vem a seguir, e isso facilita todos os processos, além de é claro, dar á você também a certeza de que por exemplo, ás 20:00 sua filha vai pra cama e você poderá se programar para fazer qualquer outra coisa após esse horário. Além de mãe, somos mulher e somos esposas também, temos que nos organizar para que possamos ter tempo para acomodar todos esses papéis que exercemos.
      Leia o livro com um pézinho atrás. Identifique os benefícios de certas atitudes, sem é claro o extremisno oriental, afinal, estamos no ocidente e devemos preparar nossos filhos a enfrentar as situações e se adequar a sociedade em que vivem! Beijinhos e volte sempre!

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